Estávamos aqui pensando sobre uma nova forma de ver o marketing, sobre suas abrangências, suas vertentes, suas inovações. Sobre como existem pequenos nichos de ações ou tribos diferenciadas de marketing que sim, são fundamentais, mas que não sobreviveriam separadamente uma das outras. Sobre como estamos fragmentando um conceito, apoiados em dezenas de especialistas, que conseguem ver apenas a “sua pequena parte” de um todo. Chegam a conclusões rápido demais, como se tudo estivesse ali, claro, exposto nas pequenas partes de um grande problema.
Muitas vezes – talvez a maioria delas – resolver as partes de um problema, mesmo que sejam muitas partes, não resolvem o problema no todo. É mais ou menos como o médico especialista que passa um medicamento para curar um problema de estômago de seu paciente sem saber nada sobre os hábitos alimentares dessa pessoa.
Aí, temos o especialista em branding, o especialista em marketing interno, o publicitário, o designer da embalagem, o profissional de relacionamento, o cara do marketing direto, o especialista em marketing digital, o pessoal das pesquisas, as consultorias em RP, estratégia, segmentação de público, trade marketing, inovação, sustentabilidade, etc, etc, etc.

São tantas as vertentes do marketing que às vezes o cliente se sente perdido, como um paciente (às vezes até mais assutado do que realmente doente) em meio a exames e mais exames, que relatam parte de seu corpo. Onde estaria aquela figura do médico que o olha nos olhos, que procura entender da sua vida e da sua saúde antes de sair lutando contra a sua doença?
Era mais ou menos sobre esta “nova” forma de ver o marketing que gostaríamos de falar aqui. Sobre uma abordagem mais holística, mais completa. Que se utilize, sim, claro, das inúmeras técnicas e vertentes existentes para se cuidar de uma marca “adoentada”. Mas que jamais se afaste de uma visão geral da empresa, da marca, do mercado.
Parece que ainda não temos aqui a matéria que realmente gostaríamos de ter publicada. Mas é um começo.
Na verdade, estamos levantando uma questão. A questão da importância de uma estratégia de marketing holística. Alguém se habilita em complementá-la? E em contestá-la, alguém se habilita? De quantos “marketings” uma empresa precisa, mesmo?